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Como saber se uma carta Pokémon é falsa: 8 verificações

As falsificações melhoraram muito, mas quase todas falham nos mesmos sítios. Estas oito verificações fazem-se em dois minutos e não danificam a carta.

Comprar cartas pela internet ou numa feira tem um risco que não desaparece: as falsificações estão cada vez melhores e as fotos de um anúncio não chegam para as descartar. A boa notícia é que quase todas falham nos mesmos pontos, e nenhum deles exige material especial.

A verificação mais fiável de todas é comparativa: tem ao lado uma carta que saibas ser autêntica, de preferência da mesma expansão ou de uma época parecida. O olho nota uma diferença de tom ou de espessura muito antes de a saber descrever.

1. O teste da luz

Põe a carta à frente de uma lanterna ou de uma lâmpada e vê se a luz passa. Uma carta autêntica tem uma camada interior escura entre as duas faces do cartão: bloqueia quase toda a luz e mal se adivinha a ilustração do outro lado.

As falsificações baratas imprimem-se em cartão de uma só camada: a luz atravessa-as e o desenho do verso vê-se com clareza. É o teste que mais falsificações elimina de uma vez.

2. O tato e a flexão

Uma carta autêntica tem um acabamento ligeiramente rugoso, quase de linho, e recupera a forma quando a dobras um pouco. As falsas costumam ser demasiado brilhantes e escorregadias, ou demasiado moles: ficam marcadas quando as dobras, ou soam a plástico.

Dobra apenas o suficiente. Não é preciso forçar a carta para notar a diferença, e se afinal for autêntica acabaste de lhe baixar o estado.

3. O verso, observado com calma

O verso é idêntico em todas as cartas do jogo, por isso é o melhor ponto de comparação que existe. Repara em três coisas concretas:

  • O tom do azul. As falsas tendem para um azul mais escuro, mais arroxeado ou mais apagado.
  • O círculo central e a Poké Ball: os gradientes têm de ser suaves, não escalonados, e a sombra debaixo da bola tem de estar bem definida.
  • A centragem da moldura. Nas autênticas a margem azul é razoavelmente uniforme; nas falsas costuma estar claramente deslocada para um dos lados.

4. A tipografia e os pequenos detalhes

É onde a impressão barata mais se nota. Olha para o texto do ataque e para as letras pequenas do rodapé da carta: numa autêntica os contornos das letras são limpos mesmo vistos de perto. Numa falsa aparecem pixelizados, com halos de cor ou com espessura irregular.

Verifica também o símbolo de energia e o símbolo de raridade (círculo, losango ou estrela) no canto inferior. Costumam estar mal desenhados, com o tamanho errado ou numa posição ligeiramente diferente.

5. Os erros de idioma

Muitas falsificações são traduzidas automaticamente ou copiadas de uma imagem de baixa qualidade. Erros ortográficos, acentos a mais ou a menos, símbolos estranhos, ou uma mistura de idiomas dentro da mesma carta são motivo suficiente para a descartar.

Presta atenção especial aos termos do jogo. Uma carta que traduz mal um tipo de energia ou o nome de uma mecânica não saiu da gráfica oficial.

6. A textura do holográfico

Numa carta holográfica autêntica o efeito tem padrão e profundidade: ao rodá-la, o brilho move-se seguindo formas concretas dentro da zona holográfica. Nas falsas costuma ser um brilho plano e uniforme, tipo purpurina, que cobre toda a ilustração por igual.

Atenção ao caso contrário, que é mais frequente do que parece: cartas que na expansão original nunca foram holográficas e que aparecem a brilhar. Se a versão que tens à frente não existe com esse acabamento, não é uma variante rara: é uma falsificação.

7. O número da carta tem de existir

Em baixo, no formato 25/102, estão o número da carta e o tamanho da expansão. É uma verificação objetiva e rápida: se a expansão tem 102 cartas e a tua diz 130/102 sem ser uma carta secreta reconhecida, algo não bate certo. E se o número existe mas corresponde a outro Pokémon, já tens a resposta.

Confirma também que o símbolo de expansão coincide com o set que a carta diz ser, e que o ano de copyright do rodapé encaixa na data dessa expansão.

8. O contexto da venda

  • Lotes enormes de cartas raras a preço de saldo. As cartas caras não aparecem aos punhados e baratas.
  • Fotos genéricas, de stock ou com pouca resolução, e vendedores que se recusam a fotografar a carta concreta e o seu verso.
  • Cartas «novas» de expansões com vinte e cinco anos, em estado perfeito e em quantidade.
  • Anúncios que insistem muito na autenticidade sem apresentar qualquer prova.

Sobre o «rip test», que consiste em rasgar a carta para ver a camada interior: funciona, mas destrói a carta. Só faz sentido numa carta que já descartaste e sobre a qual queres tirar a dúvida de vez, nunca como verificação de rotina.

O que fazer se já a compraste

Se pagaste por uma carta que afinal é falsa, documenta tudo antes de reclamar: fotos da frente, do verso, do teste da luz e da comparação com uma autêntica. As plataformas de venda costumam ter proteção ao comprador para artigos que não correspondem à descrição, mas exigem provas e têm prazos.

E, acima de tudo, não a mistures com o resto da tua coleção. Separa-a e marca-a. Uma falsificação esquecida num binder acaba, anos depois, vendida de boa-fé por alguém que não sabia que ela estava lá.

Um inventário digital diz-te na hora se a carta que tens na mão existe nessa expansão e nessa variante.

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Perguntas frequentes

Dá para saber se uma carta é falsa só por uma foto?

Às vezes sim, quando a falsificação é má: nota-se na tipografia, no tom do verso ou na centragem. Mas as boas falsificações só se apanham com a carta na mão, sobretudo com o teste da luz e o tato.

As cartas falsas têm algum valor?

Nenhum como carta de coleção, e não podem ser usadas em torneio. Vendê-las conscientemente como autênticas é fraude. O único uso legítimo é como referência para aprender a distingui-las.

Como distingo uma carta falsa de um proxy?

Pela intenção. Um proxy é uma cópia declarada, usada para testar baralhos em casa, e costuma vir marcada como tal. Uma falsificação imita a autêntica para passar por verdadeira. O material pode parecer-se; o problema é a venda.

Os boosters selados garantem que as cartas são autênticas?

Só se o booster for autêntico, e também se falsificam saquetas e caixas inteiras. Verifica o selo, a qualidade de impressão da embalagem e o peso, e desconfia de caixas de expansões antigas a preços que não batem certo.

E noutros jogos, servem as mesmas verificações?

A lógica é a mesma — luz, tato, tipografia, numeração — mas os detalhes mudam. Magic: The Gathering, por exemplo, tem a sua própria camada interior azul e as suas próprias marcas de impressão. Compara sempre com uma carta autêntica do mesmo jogo.